Esses dias de férias me divertiram muito! Viajei, sai com muitos amigos, e fiz muitas coisas boas para mim. Mas em meio aquele turbilhão de atividades comecei a ser sufocada por uma poluição sonora. E hoje decide baixar o volume da vida!
Às vezes se envolver com muitas coisas e com muitas pessoas, saindo, conhecendo e se divertindo é meio barulhento. Meio sem sentido. É necessário um tempo para respirar o próprio ar. Colocar as ideias no lugar.
E toda essa rotina e envolvimento com o mundo e as pessoas são porque tantas vezes achamos que o que precisamos só o mundo pode nos dar. Mas no fundo mesmo o que precisamos nem o ouro e nem a prata podem comprar! Nem mesmo as pessoas podem nos dar, por mais verdadeiros e puros que sejam os sentimentos que elas possuem para conosco.
Assim aprendemos, para que respeitando, tendo limites e honrando os compromissos e metas, as pessoas possam ver a Cristo através do nosso caminhar.
O domínio próprio e a temperança de caráter? Só quando enfrentamos os problemas, através do modo como solucionamos as coisas, e pelos frutos que eles darão, é que saberemos se somos capazes de termos controle e domínio próprio.
O domínio próprio e a temperança de caráter? Só quando enfrentamos os problemas, através do modo como solucionamos as coisas, e pelos frutos que eles darão, é que saberemos se somos capazes de termos controle e domínio próprio.
É nas situações de maior risco e atrito, que Deus coloca diante de nós, onde aprenderemos a alcançar estes sentimentos e este caráter... Ao longo da caminhada com Cristo aprendemos que ele não nos dá nada sem que aprendamos com o que pedimos. Porque primeiro precisamos aprender a necessidade de se mudar a atitude, para depois, por um processo de luta contra si próprio, se consiga uma mudar substancialmente, e controlar a parte da nossa natureza que nos prejudica.
Assim diz a palavra de Deus sobre esses momentos de confusão e tantas inquietações:
“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.
Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.
Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;
Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos;
E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal.”
( 2 Coríntios 4- 7: 11).
Isto significa que mesmo em meio à luta que temos diariamente contra o nosso eu, o nosso ego, devemos lembrar no nosso referencial para solucionar e abaixar o volume da vida. Sempre que estivermos envolvidos demais, falando demais, ou se excedendo de forma prejudicial ao nosso crescimento é bom que nos lembremos destas palavras do Apóstolo Paulo a Igreja de Coríntios. Somos fortes, podemos vencer se crermos que tudo o que passamos é para o melhor aperfeiçoamento da vontade de Deus para nossas vidas.
Não importa o quão barulhento esteja o mundo, a televisão, as noticias ou qualquer coisa que possa nos dispersar e envolver. Sabemos que em Cristo podemos confiar. E que Ele muitas vezes permite situações para que possamos compreender o que devemos diminuir e organizar em nossas vidas e emoções.
Acredito que se você esta passando por um momento em que o barulho esta te ensurdecendo, é tempo de abaixar o volume. E assim, observar o que em você precisa mudar. Deus quer falar com você através do seu dia a dia e das suas experiências, mas é preciso se calar. Não dá para refletir sem observar, sem entender o motivo ou o foco da reflexão. Não dá para ouvir se só se sabe falar.
Barulho não ajuda, vamos deixar o silêncio falar...
Escrito por Ana Catarina Martinelli Braga. Dia 29/03/2011


